|
Apresentamos aqui 3 visões sobre os resultados
da Conferência. Primeiro, o artigo de Rubens
Born, brasileiro que acompanha todas as reuniões da ONU
sobre meio ambiente e tem uma visão pessimista de seus resultados;
depois, um resumo do artigo publicado no Earth
Negotiations Bulletin que identifica alguns avanços e,
finalmente, um resumo objetivo dos problemas e as soluções
encontradas para cada um nesta Conferência, publicado pelo
jornal Folha de São Paulo. Esperamos
assim que cada um@ possa tirar suas próprias conclusões.
Fechado Plano de Ações da
Cúpula de Joanesburgo: energia provoca o fracasso da Conferencia
global
Por Rubens Born, coordenador executivo do Vitae Civilis e membro
da coordenação da delegação para a Rio+10
do FBOMS - Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais
para Desenvolvimento e Meio Ambiente.
A ultima área pendente do plano de
ações, um dos produtos em negociação
na Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável,
em Joanesburgo (Rio+10), acabou gerando tensões e expectativas
entre os participantes da reunião oficial da ONU e teve um
resultado frustrante. Por volta das 20 horas de Joanesburgo (15h
de Brasília), em um dos salões do Centro de Convenções
de Sandton, local da Conferencia, o representante da União
Européia disse que retirava sua proposta de incluir uma referencia
ao ano de 2010 no texto sobre energia, negociado durante o dia entre
representantes do G-77( Grupo dos países em desenvolvimento
mais China), União Européia e JUSCANZ - o bloco composto
por Japão, Estados Unidos, Canadá, Austrália
e Nova Zelândia.
Na abertura da Cúpula de Chefes de Estados
e Governos, no dia 02/09, estiveram presentes o presidente Tabo
Mbeki, da África do Sul e o secretario geral da ONU, Kofi
Anan. Na sessão plenária,
seguiram-se discursos dos presidentes e primeiro ministros, entre
os quais Toni Blair (primeiro ministro da Inglaterra), Jacques Chirac
(presidente da Franca), Hugo Chavez (presidente da Venezuela, que
falou em nome do G-77) e Fernando Henrique Cardoso, em que eram
repetidas as noções de urgência e compromisso
para ações em direção ao desenvolvimento
sustentável.
Vários chefes de governo de países
industrializados (Inglaterra, Alemanha, Franca, Canadá) cobraram
a necessidade de todos os países desenvolvidos ratificarem
o Protocolo de Quioto, uma referência mais que direta - e
merecedora de aplausos da platéia - aos EUA e Austrália.
Diversos líderes europeus e o primeiro
ministro canadense apontaram na necessidade de se eliminar restrições
alfandegárias e não alfandegárias aos produtos
e serviços dos países menos desenvolvidos.
Entretanto, em outras salas do Centro de Convenções,
respirava-se um ar carregado: desde a ultima quinta feira, 29/08,
as negociações intergovernamentais pouco avançavam
nos temas, que desde a quarta e ultima reunião preparatória
da Rio+10, em Bali, em maio passado, também evidenciava a
falta de vontade política para a superação
dos obstáculos.
Por conta dos impasses, as sessões de
negociação tiveram início apenas em 24 de agosto,
dois dias antes da abertura formal da Cúpula de Joanesburgo.
Esperava-se que no dia 26/08, ao abrir a Conferencia, os impasses
poderiam estar equacionados. O que se viu ao longo desses 10 dias
foi novamente o bloqueio resultante da falta de vontade política
de alguns países combinado com a ausência de coragem,
liderança e possibilidades da maioria. Em outras palavras,
como a tradição nas reuniões da ONU é
a tomada de decisões por consenso, bastando que um ou poucos
países, seja os blocos acima relacionados seja nas negociações
reunindo as 180 nações, discorde da proposta para
inviabilizá-la por completo.
O Brasil apresentou há alguns meses a
proposta de que no ano 2010, pelo menos 10% de todo o suprimento
de energia pudesse ser oriundo de fontes renováveis (excluindo
as grandes hidrelétricas). Essa proposta foi endossada por
países latino-americanos e caribenhos, sendo reconfirmada
pelo foro de ministros de meio ambiente da região, que estiveram
reunidos em Joanesburgo neste domingo, 1 de setembro.
Os outros temas que desde o início do
processo da Cúpula de Joanesburgo geraram as inquietações
sobre o possível sucesso ou fracasso da conferência
foram os relativos à adoção de metas (nos vários
campos de ações), à alocação
de recursos financeiros, às questões de governança
e controle do sistema internacional, de forma a torná-lo
mais consistente com um sistema multilateral includente, solidário
e adequado aos compromissos da sustentabilidade. O que ocorreu aqui
em Joanesburgo foi somente o reforço do papel da OMC - Organização
Mundial do Comercio, fazendo referências às decisões
acordadas na sua reunião de Doha, indicando como saída
a maior abertura dos países em desenvolvimento para o comércio
global, mais liberalização e menos regras, etc.
A declaração de Monterrey - da
Conferência de Financiamento do Desenvolvimento realizada
no Méxioo, em março deste ano, também foi a
outra referência consensualmente adotada por todos os países
e blocos. Neste fim de semana, enquanto os chefes de Estado e governo
chegavam a Joanesburgo, as negociações e impasses
estendiam-se pela madrugada, sendo suspensas em geral por volta
das 3h da manhã, para serem retomadas poucas horas depois.
Pouco a pouco, foram se adotando os textos nos
assuntos mais candentes: biodiversidade, padrões de consumo
e produção, águas e saneamento, comércio
internacional, financiamentos. Na manhã do dia 02/09, só
restava o assunto de energia aos Chefes de Estado. Paralelamente
aos discursos na plenária principal, ministros apresentavam
as posições de seus países e blocos, assistidos
por duas centenas de diplomatas e integrantes de ONGs que participam
das delegações e por isso tiveram acesso a esse tipo
de negociação, em geral fechada à organizações
não governamentais.
Às 13h, as negociações entre
os ministros foram suspensas, com a previsão de serem retomadas
às 15h. No horário marcado, outra vez centenas de
diplomatas e negociadores esperavam na sala o resultado das consultas
de um grupo muito pequeno, mas poderoso: o G-77, União Européia
e Estados Unidos, que negociaram um texto alternativo para a questão
de energia. Retomando as negociações por volta das
19 horas, em pouco tempo a União Européia abriu mão
de sua referência ao ano de 2010, aceitando o texto proposto
pelo G-77. Representantes de países industrializados e de
países exportadores de petróleo aplaudiram o "acordo",
aos olhos atônitos dos demais.
O Embaixador Gelson Fonseca, do Brasil, ainda
pediu a palavra para dizer que o pais teria buscado com a sua proposta
indicar um caminho possível e efetivo para o desenvolvimento
sustentável planetário, para escapar do "business
as usual" (a velha forma de se conduzir negócios e política).
O texto da proposta aprovada diz que os países se comprometem
a "diversificar o suprimento de energia por meio do desenvolvimento
de tecnologias avançadas, limpas, mais eficientes, econômicas
e baratas, incluindo as tecnologias baseadas em combustíveis
fósseis bem como em energias renováveis, incluindo
hidrelétricas.
Diz ainda que reconhecem o papel de metas nacionais
e regionais voluntárias e, genericamente, afirma-se que vão
aumentar a participação de renováveis na matriz
energética global. Da forma que foi escrita, a proposta não
compromete nenhum país a fazer algo concreto no curto e médio
prazos. Contraria a
Agenda 21, adotada na Rio-92, e todo os esforços da Convenção
de Clima e seu Protocolo de Kyoto, que para poder enfrentar os desafios
do aquecimento global e mudanças climáticas, demanda
a
diminuição do uso de combustíveis fósseis.
O texto ainda faz referência a uma decisão
da CDS 9 - a nona sessão da Comissão de Desenvolvimento
Sustentável da ONU, em que se deixou a porta aberta para
o uso da energia nuclear. A questão energética, pelo
impacto que tem nas economias, mas também por ter sido tornada
como tema emblemático da Rio+10, ganhou mais evidência
com o impasse que vinha sendo gradualmente consolidado no processo
preparatório e ganhou enorme visibilidade entre os participantes
da Cúpula de Joanesburgo.
Ainda numa tentativa de salvar a meta de 10%
de renováveis, alguns países estavam dispostos a aceitar
a possibilidade de metas diferenciadas por região ou grupo
de nações. Os europeus, ainda no fim de semana, falavam
em 15%. Os países que nada queriam falavam em metas voluntárias,
quando apropriado, relativizando e diluindo um esperado compromisso
global. Ora, se a decisão era para ter metas voluntárias
ou nacionais, quando necessário, porque realizar um esforço
global como a Cúpula de
Joanesburgo? Se essa conferência era para avaliar os obstáculos
a cumprimento dos compromissos da Rio-92, gerando um plano de ações
para a implementação dos mesmos, porque o texto do
plano é vago,
genérico e ambíguo?
Se era para os Governos assumirem as suas respectivas
responsabilidades, porque eles aqui deram prioridade às "iniciativas
de Tipo 2", ou seja, as ações voluntárias
de empresas ou ONGs como a via
para o desenvolvimento sustentável? A emblemática
questão da energia e o seu desfecho por um acordo revoltante
e contraditório aos acordos da Rio-92, decidido por países
exportadores de petróleo, países industrializados
tanto da União Européia como do JUSCANZ, transforma
esta Cúpula de
Joanesburgo em um fracasso anunciado. De fato, ao longo dos últimos
dez anos, as políticas, nacionais e globais, afastaram-se
muito dos propósitos da Rio-92. A globalização
comercial, a instabilidade e volatidade financeiras, a imposição
de ajustes fiscais e econômicos pelo FMI e de regras da OMC
aos países em desenvolvimento, estão associados ao
aumento da degradação ambiental e aumento da pobreza,
como reconhecem os órgãos da ONU e como muitos lideres
ressaltaram em seus discursos.
O fracasso de um entendimento global para fazer
convergir efeitos das ações nacionais e internacionais,
na implementação de regimes mundiais de desenvolvimento
sustentável - revelado em Joanesburgo pela tendência
a medidas voluntárias, isentas de metas, desonerando governos
no estabelecimento de políticas publicas - é fato
gravíssimo. Tal fracasso facilita, inclusive, as iniciativas
unilaterais e hegemônicas dos EUA, exarcebadas depois dos
atentados de 11 de setembro de 2001 para a imposição
de políticas e procedimentos no planeta.
Fragiliza-se a ONU como espaço multilateral,
potencialmente em abertura para a sociedade civil, em favor da Organização
Mundial de Comércio, com regras fortes e sanções
para aqueles que não seguirem a sua cartilha liberal de conduzir
o mundo como uma mera feira de trocas.
São vários os desafios pela frente:
- no Brasil e na América Latina, caberá aos seus presidentes
determinar aos seus ministros de energia, planejamento e finanças,
que a meta para ter 10% de energia de fontes renováveis,
adotada pelos seus ministros de meio ambiente, deve ser implementada,
mesmo sem a adoção de uma meta global. Se isso não
for feito, esses líderes, inclusive o Presidente FHC, poderão
ser severamente criticados por terem assumido compromissos sem a
intenção de honrá-los;
- no mundo todo, uma forte mobilização da sociedade
civil, especialmente de trabalhadores, movimentos sociais, ambientalistas,
indígenas, etc., para resgatar as propostas e articulações
em prol de um mundo solidário, justo e sustentável.
Alias, essa também foi a proposta do FBOMS - Fórum
Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais aqui em Joanesburgo, ao
buscar adesões para o Manifesto "Um Mundo Sustentável
é possível: este é o único planeta que
temos", fruto de um evento realizado em conjunto com o governo
do Rio Grande do Sul, no Segundo Fórum Social Mundial. Também
busca-se ampliar a participação no terceiro fórum,
no inicio de 2003.
- em escalas local a global, retomar as discussões e ações,
especialmente de grupos da sociedade civil, para a reforma do sistema
Nações Unidas, visando torná-lo mais democrático,
eqüitativo, transparente e ágil.
A decisão sobre energia anula os sinais
de esperança dados por pequenos "ganhos" em temas
pontuais no plano de ações de Joanesburgo. Certamente,
a declaração política - o segundo produto formal
da Rio+10 - que ainda esta sendo negociada entre os Chefes de Estado
e Governo - buscará usar frases de efeito e dizer que aqui
se deu um grande passo. Faltará dizer - e lamentamos - que
tenha sido para trás.
No geral, para a maioria dos participantes foi
um desperdício brutal de recursos e tempo, além de
um sentimento generalizado de frustração, pelo resultado
de um Plano de Ação onde compromissos globais são
bastante genéricos, cabendo aos Países iniciativas
nacionais e metas voluntárias.
Uma Outra Visão: Earth Negotiations
Bulletin
O Plano de Implementação contém
mais de trinta objetivos (embora incluindo diversos dos Objetivos
do Milênio e outros acordos). Muitos delegados e observadores
considerara um sucesso a mudança de enfoque para a agenda
social e de desenvolvimento, particularmente erradicação
de pobreza, saneamento e saúde. Os compromissos alcançados
em relação à recuperação dos
estoques pesqueiros, às ações para controle
de substâncias químicas e um potencial regime de divisão
de benefícios na Convenção da Biodiversidade
foram modestos, identificando áreas onde é preciso
mais esforços. Já outros ressaltaram os recursos comprometidos
pelo GEF e a inclusão da desertificação como
uma nova área focal.
Desde o início as delegações
tinham clareza sobre quais áreas necessitavam atenção
adicional graças ao trabalho preparatório sobre os
temas chamados WEHAB (água e saneamento, energia, saúde,
agricultura e biodiversidade) identificados pelo Secretário-Geral
da ONU. Ao final da Conferência vários compromissos
para estes temas foram estabelecidos no Plano de Implementação
e ligados a Parcerias do Tipo II e a compromissos financeiros.
Por exemplo, durante a Conferência foram
divulgadas várias iniciativas em apoio ao compromisso do
Plano de Implementação de reduzir em 50% o número
de pessoas sem acesso a saneamento até 2015 junto com a Meta
da Declaração do Milênio de reduzir em 50% o
número de pessoas sem acesso a água potável
até 2015. Os EUA anunciaram US$970 milhões em investimentos
em projetos de água e saneamento; a União Européia
anunciou a iniciativa "Água para Vida"; e a ONU
recebeu mais 21 iniciativas relacionadas a água e saneamento
no valor aproximado de US$20 milhões. Da mesma forma, o Plano
de Implementação para o acesso à energia será
acompanhado de compromissos financeiros da União Européia
(US$700 milhões), dos EUA (US$43 milhões) e 32 iniciativas
de outras parcerias equivalentes a US$26 milhões. Outros
compromissos significantes da reunião incluem: o uso e a
produção de substâncias químicas de modo
a não danificar a saúde humana e o meio ambiente e
a redução da perda de biodiversidade até 2010.
Finalmente, o Plano de Implementação
merece destaque por tratar questões que refletem novos desdobramentos
desde 1992. Primeiro, há uma seção separada
para a globalização - um fenômeno que
mal havia sido registrado nas agendas políticas em 1992.
Outro progresso apontado é o tratamento de assuntos como
a pobreza. Diferentemente da Agenda 21, o Plano de Implementação
reconhece a pobreza como um tema permanente, unindo suas múltiplas
dimensões -- acesso à energia, água e saneamento
e divisão eqüitativa dos benefícios da biodiversidade.
Isto reflete uma mudança da visão unilateral focada
na pobreza para uma abordagem multidimensional que envolve uma visão
de "subsistências sustentáveis."
Também é importante destacar que
a participação de mulheres, jovens, ONGs, parlamentares,
sindicatos, autoridades locais, cientistas e outros grupos de interesse
foi maior do que no Rio, quando diversos grupos chave só
se envolveram fora das sessões de negociação.
Junto com as atividades destes grupos fora do local da Conferência,
diversas atividades paralelas mostraram uma série de visões
alternativas do desenvolvimento sustentável. Outro grupo
cuja participação aumentou significativamente foi
o empresarial. O setor privado está entendendo a necessidade
de um modelo sustentável de desenvolvimento, os organizadores
da Conferência reconheceram o papel chave dos negócios
e das indústrias, e o envolvimento da comunidade empresarial
na criação de diversas parcerias foram resultados
novos e em grande parte bem-vindos.
Pelo menos três áreas de desafio
e oportunidade emergiram da Conferência: as negociações
da Organização Mundial do Comércio; a responsabilidade
corporativa; e a sensação de que o sistema multilateral
de governança terá que encontrar novas maneiras de
avançar a causa do desenvolvimento sustentável em
um mundo globalizado.
Saiba o que a Rio +10 conseguiu decidir
Folha de S.Paulo
Há mais problemas que medidas concretas para deslanchar o
desenvolvimento sustentável em escala global
Energia
Problema: Um terço da população,
ou 2 bilhões de pessoas, não têm acesso a energia
moderna, como eletricidade e combustíveis fósseis
Decisão: - Ampliar acesso a formas modernas de energia,
mas sem prazos nem metas específicas
- Derrotada proposta do Brasil e da União Européia
para fixar meta global de 10%-15% de fontes renováveis de
energia
- Anunciadas parcerias com países pobres no valor de US$
769 milhões
Mudança climática
Problema: Temperatura média da
atmosfera global deve subir até 5,8ºC até o ano
2100, se nada for feito para conter emissão de CO2
Decisão: Canadá, Rússia e China anunciaram
que deverão ratificar o Protocolo de Kyoto (tratado para
conter o efeito estufa)
Água
Problema: Em 2025, se nada for feito,
4 bilhões de pessoas (metade da população mundial)
estarão sem acesso a saneamento básico
Decisão: Cortar à metade, até 2015,
número de pessoas sem acesso a água potável
e esgotos.
Anunciados projetos e parcerias que somam US$ 1,5 bilhão
para alcançar esses objetivos
Desse total, US$ 970 milhões virão dos EUA, em três
anos
Biodiversidade
Problema: Até 50% das espécies
poderiam desaparecer ou ficar em risco de extinção,
até o final do século
Um quarto das espécies de mamíferos já ameaçadas
Decisão: Reduzir perda de espécies até
2004, mas sem meta específica
Reconhecimento de que países pobres precisarão de
ajuda financeira cumprir o objetivo
Reconhecimento do princípio da repartição de
benefícios obtidos com espécies de países pobres
Pesca
Problema: Regiões tradicionais
de pesca, como a do bacalhau no Atlântico Norte, já
entraram em colapso, com perda de 40 mil empregos no Canadá
Decisão: Restaurar estoques pesqueiros a níveis
sustentáveis até 2015, onde for possível
Estabelecer áreas de proteção marinha até
2012
Agricultura
Problema: Países ricos subsidiam
seus agricultores com mais de US$ 300 bilhões por ano
Decisão: Apoio à eliminação de
subsídios agrícolas que afetam exportações
de países pobres, mas sem metas nem prazos
Ajuda ao desenvolvimento
Problema: Meta não só não
foi cumprida como caiu para 0,22% desde 1992
Decisão:- Reafirmado compromisso da Eco-92 de destinar
0,7% do PIB de países ricos para ajuda ao desenvolvimento
- Fundo Ambiental Global (GEF) recebe injeção de US$
2,9 bilhões
Para saber mais:
www.un.org/rio+10
(inglês)
www.un.org/sustdev/csd.htm
(inglês)
www.earthsummit2002.org
(inglês)
www.riomaisdez.org.br
|