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A Comissão de Desenvolvimento Sustentável
foi estabelecida depois da Cúpula da Terra para apoiar, encorajar
e supervisionar os governos, as organizações das Nações Unidas e
os grupos principais, tais como os setores comercial e industrial,
as organizações não-governamentais e outros setores da sociedade
civil, sobre as medidas que deveriam adotar para aplicar os acordos
firmados na Cúpula da Terra.
A Comissão é formada por representantes
de 53 países eleitos entre os Estados Membros das Nações Unidas
com base em uma representação geográfica eqüitativa. As organizações
inter-governamentais e não-governamentais credenciadas junto à Comissão
podem participar de suas sessões na qualidade de observadoras. A
Comissão, que se reúne anualmente em Nova York, apresenta informes
ao Conselho Econômico e Social e formula recomendações à Assembléia
Geral.
O
mandato da Comissão consiste em examinar a aplicação dos acordos
firmados na Cúpula da Terra, distribuir orientações normativas aos
governos e grupos principais que realizam atividades relacionadas
com o desenvolvimento sustentável e fortalecer a Agenda 21, elaborando
novas estratégias caso seja necessário. A Comissão tem por objetivo
promover o diálogo e criar associações entre os governos, as organizações
das Nações Unidas e os grupos principais, fundamentais para promover
o desenvolvimento sustentável em todo o mundo.
Entre
as questões inter-setoriais examinadas junto com as setoriais, cabe
incluir: o comércio e o meio ambiente, os modos de produção e de
consumo, a luta contra a pobreza, a dinâmica demográfica, os recursos
e mecanismos financeiros, a educação, a ciência, a transferência
de tecnologia ecologicamente racional, a cooperação técnica e o
fomento à capacitação, e a adoção das decisões e das atividades
dos principais grupos.
Os
relatórios apresentados anualmente pelos governos são a base sobre
a qual são avaliados os progressos. Em meados de 1996, aproximadamente
75 governos anunciaram que haviam estabelecido comissões nacionais
de desenvolvimento sustentável ou outros órgãos de coordenação.
Para
ajudar os países a formularem suas normas sobre a sustentabilidade
e a controlar seus efeitos, a Agenda 21 reconhece a necessidade
de se estabelecer uma série de indicadores do desenvolvimento sustentável
de aceitação internacional. A transferência de tecnologia ecologicamente
racional é outra questão sobre a qual a Comissão aprovou um programa
de trabalho, promovendo formas de produção industrial menos poluentes.
A
Comissão está ampliando o alcance da Agenda 21 em outras esferas
mediante a colaboração com a Organização Mundial do Comércio, a
Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento,
e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, para promover
a coerência e o apoio mútuo às atividades em relação ao comércio,
meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
Acompanhe os mais recentes acontecimentos
relativos à Comissão
de Desenvolvimento Sustentável.
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