Países desenvolvidos e em desenvolvimento

Grande parte da Agenda 21 é escrita do ponto de vista dos países em desenvolvimento, mas é altamente relevante para os países desenvolvidos. A crise global meio ambiente/desenvolvimento afeta todos os países. Soluções para muitos dos problemas dos países em desenvolvimento dependem de mudanças de política e comportamento nos países desenvolvidos. Outras soluções dependem da transferência de dinheiro e tecnologia dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento.

 
 

Cooperação

Há uma grande ênfase em toda a Agenda 21 na cooperação entre países e diferentes níveis de governo. Quase toda a vez que um órgão é solicitado a fazer algo, também é pedido que consulte ou colabore como for apropriado com outros países e órgãos em outros níveis. Isto é significativo, já que provê uma sanção explícita para que as autoridades locais contribuam para as ações planejadas pelos governos centrais

 

Direitos iguais e empoderamento

A Agenda 21 enfatiza os direitos, a importância e as contribuições potenciais dos pobres, indígenas, idosos e jovens, mulheres, camponeses, deficientes e outros grupos 'minoritários'. A Agenda 21 coloca que estes grupos potencialmente em desvantagem têm os mesmos direitos à saúde, abrigo, alimento, etc. que o resto da humanidade, e também explica que estes grupos têm os mesmos direitos a voz nas decisões sobre o caminho que o desenvolvimento deve tomar. Assim, a Agenda 21 é profundamente democrática e igualitária.

 

Educação e desenvolvimento pessoal:

A visão igualitária da Agenda 21 se reflete na discussão sobre questões de recursos humanos. A maioria das áreas de programa na Agenda 21 inclui 'desenvolvimento de recursos humanos' como um dos 'meios de implementação'. Isto inclui treinamento e educação em seu sentido mais amplo, incluindo a ampliação de horizontes e oportunidades para as pessoas. Em toda ela há uma ênfase no desenvolvimento de recursos humanos para ajudar no envolvimento e transferência de poder às mulheres, jovens, indígenas e outros grupos potencialmente em desvantagem ou marginalizados.

 

Capacitação:

A capacitação é um dos conceitos centrais da Agenda 21: ela é citada como um dos 'meios de implementação' na maioria das áreas de programa. Em termos literais, quer dizer nada mais do que desenvolver as habilidades e recursos das instituições para o gerenciamento das diversas mudanças e atividades que lhes serão solicitadas. Esta é parte crucial da filosofia da Agenda 21. Ela se preocupa tanto com a capacitação das pessoas e organizações para fazer as mudanças necessárias quanto com as próprias mudanças.

 

Planejamento:

A Agenda 21 insiste que o desenvolvimento sustentável só acontecerá se for explicitamente planejado. Em quase todas as áreas, ela especifica um longo processo de consideração de uma ampla gama de questões. A Agenda 21 rejeita firmemente a noção de que as forças de mercado, ou outro fenômeno inconsciente e não direcionado, possam resolver os sérios problemas de integrar as preocupações ambientais, econômicas e sociais - apesar de freqüentemente invocar instrumentos de mercado como meios para atingir objetivos que foram estabelecidos através de um processo de planejamento.

 

Informação:

Em quase todas as áreas de programa há o pedido detalhado para uma forma melhor e mais sistemática para a compilação de informações sobre o estado atual dos recursos ou atividades, monitoramento das mudanças e impactos das atividades humanas, troca de dados entre organizações diversas, relatórios e publicações dos resultados e seu uso para orientar as decisões políticas e avaliar seus efeitos.

 

Custos:

A questão de quanto a Agenda 21 custaria e quem deveria pagar foi discutida e apenas parcialmente resolvida. Até agora os custos estão apenas estimados e dependem dos países realmente decidirem fazer alguma coisa, e ninguém ainda se comprometeu com nada.