Para organizar o processo de discussão e elaboração dos documentos de referência, o MMA contratou, através de edital de concorrência pública nacional, seis consórcios (entidades associadas). O trabalho foi realizado com a utilização de métodos participativos, tais como workshops e seminários abertos ao público, de forma a envolver todos os setores da sociedade relacionados aos temas em questão.

Os produtos destes trabalhos foram sistematizados, consolidados e apresentados como uma primeira versão da Agenda Brasileira, em um documento intitulado 'Agenda 21 Brasileira: bases para a discussão' que está sendo discutido e aperfeiçoado antes de ser transformado na 'versão final' que deverá ser analisada e aprovada pela CPDS.

O documento contém um resumo das etapas de elaboração da Agenda Brasileira, explicando a metodologia empregada em sua construção e o marco teórico utilizado. Inclui também os seis relatórios temáticos com seus diagnósticos, estratégias e propostas.

O desafio era ampliar a divulgação do processo e o envolvimento da sociedade na discussão das propostas até então formuladas. Nesse sentido, a estratégia proposta pela CPDS foi estruturada na promoção de debates estaduais com recomendações consolidadas em encontros regionais.

No período de julho a dezembro de 2000, a CPDS e o MMA percorreram todos os estados da federação divulgando e organizando os debates estaduais. Em cada região do País, ao final dos debates, foi realizado um encontro regional, para analisar os documentos de relatoria dos estados, com o objetivo de definir um documento que expresse os resultados da região. Finalmente, a reunião dos cinco documentos regionais deverá permitir a conclusão do documento da Agenda 21 Brasileira.

O documento final deverá refletir as conclusões de todos estes debates e encontros, e será encaminhado ao Presidente da República e ao Congresso Nacional para aprovação e sanção, tornando-se assim um documento oficial.