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Redefining Progress
Alan Atkisson
'Que herança estamos deixando para
as gerações futuras?' Essa pergunta congregou
70 cidadãos de Seattle em um fórum de um dia, em Novembro
de 1990, patrocinado por várias organizações
locais e por uma coalizão de empresas e grupos ambientais
com sede em Washington. O 'Fórum do Desenvolvimento Sustentado'
discutiu a gama de problemas ambientais, sociais e econômicos
que afetam o bem estar da cidade a longo prazo, lutou com a definição
de sustentabilidade, e pensou como poderia ser medido o progresso
de uma cidade em direção a esse objetivo.
O grupo não chegou a conclusões
definitivas nessa reunião, mas deu à luz um esforço
comunitário contínuo chamado 'Seattle Sustentável',
que se identificou como 'Rede de Voluntários e Fórum
Cívico'. Como sua primeira tarefa, o grupo decidiu definir,
pesquisar e publicar um conjunto de 'Indicadores de Sustentabilidade',
como forma de introduzir o conceito e estabelecer uma base para
futura atuação e trabalho com políticas.
Cinco anos depois, o Seattle Sustentável
atingiu esse objetivo. Quais foram os principais passos do processo?
Por que o trabalho demorou tanto a ser concluído? Que realizações
e obstáculos o grupo teve nessa trajetória? O que
dizem os próprios indicadores, e o que sugerem para o desafio
de promover a mudança em direção à sustentabilidade?
Este artigo conta a 'história até o momento' do projeto
Seattle Sustentável, apresentando-o como um estudo de caso,
de modo que outros possam aprender com os sucessos, evitar algumas
das falhas, e compartilhar o maravilhoso senso de motivação
e engajamento demonstrado por seus voluntários.
A história é apresentada em ordem
cronológica, porque cada fase do projeto corresponde a questões
específicas da seleção e desenvolvimento de
indicadores. As lições principais são destacadas
no texto e resumidas na conclusão.
1991: Desenvolvimento de relações
multisetoriais e delineamento da tarefa
Quando os participantes do Seattle Sustentável
começaram a se reunir no início da primavera de 1991,
a 'sustentabilidade' era um conceito novo para a maioria das pessoas
na vida pública. Para muitas nações, o relatório
da Comissão Brundtland, Our Common Future, e sua definição
clássica de desenvolvimento sustentável ('suprir as
necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras
gerações suprirem as suas próprias necessidades')
se tornou uma convocação para a ação
(1). Mas o governo americano havia demonstrado pouco interesse pelo
conceito, deixando de informar muitos membros do público.
Para a maioria dos presentes, as reuniões iniciais do Seattle
Sustentável foram uma introdução à idéia
instigante de integrar as metas ambientais, sociais e econômicas
a longo prazo.
Os primeiros participantes vieram de vários
setores diferentes da sociedade de Seattle: grandes e pequenas empresas,
organizações trabalhistas, governo municipal e regional,
grupos ambientais, comunidade religiosa, educadores, ativistas de
justiça social e clubes cívicos, todos estavam representados.
As questões de confiança eram de suma importância,
e a formação de relações teve alta prioridade.
Foram gastos seis meses na ratificação do nome da
ação, no desenvolvimento de uma estrutura organizacional
provisória e na criação de uma definição
de sustentabilidade por um processo de consenso 'saúde e
vitalidade ambiental, cultural e econômica a longo prazo'.
Para salientar a minúcia do processo, observe que os três
elementos-chave da definição - 'ambiental, cultural
e econômica' - estão em ordem alfabética. Isso
assegurou aos participantes que a ação não
teria um 'viés' em nenhuma dessas direções.
As discussões iniciais tocaram nas questões-chave
com que se defronta a comunidade - indo de maior pobreza infantil
até o rápido desenvolvimento, e das pressões
da regulamentação sobre as pequenas empresas ao impacto
potencial do aquecimento global sobre as condições
climáticas locais - e buscaram encontrar relações
entre elas. Em vista da amplitude das preocupações
do grupo e suas diversas bases, foi um desafio significativo encontrar
um terreno comum para uma iniciativa conjunta.
O enfoque na questão prática de
como medir a sustentabilidade em todas as suas facetas surgiu como
o melhor meio de explorar as questões em maior profundidade
e desenvolver um entendimento comum. O Seattle Sustentável,
além de acolher palestrantes e mesas redondas e dar à
luz um boletim, criou uma 'Força Tarefa' só de voluntários
de diversas profissões, encarregados de projetar um sistema
de indicadores de sustentabilidade e preparar uma proposta de lista
de itens a serem medidos. Apesar das reuniões iniciais do
Seattle Sustentável terem sido realizadas na prefeitura,
o projeto dos indicadores foi mantido só com voluntários
e não governamental por duas razões: (1) as autoridades
locais ainda não estavam suficientemente interessadas na
sustentabilidade ou em marcar o progresso nessa direção
e (2) acreditava-se que uma ação voluntária
de cidadãos teria maior potencial de impacto a longo prazo
do que um projeto liderado pelo governo. Os voluntários poderiam
arriscar e tentar abordagens experimentais, as quais o governo estaria
menos propenso a tentar. Uma vez que estavam menos afetados pelas
mudanças dos ventos da política, os cidadãos
voluntários estavam melhor qualificados para enfocar questões
difíceis e tendências a longo prazo.
Começando com a literatura existente (incluindo
o trabalho pioneiro de Hazel Henderson, do programa Oregon Benchmarks,
e o 'Quality Indicators for Progress' de Jacksonville), o
grupo de Seattle definiu três tipos de indicadores. Um número
limitado de 'indicadores-chave' seria considerado como medidas básicas
de sustentabilidade, mas seriam apoiados (e até complementados)
por um número maior de 'indicadores secundários'.
Para permitir criatividade e atrair a mídia, o grupo também
propôs o desenvolvimento de medidas de 'indicadores provocativos'
que poderiam ter pouco interesse científico, mas que refletiriam
as tendências de sustentabilidade de formas engraçadas
e surpreendentes (p. ex. o número de copinhos de papel consumidos
pelos famosos viciados em café de Seattle).
A Força Tarefa se concentrou basicamente
no desenvolvimento de indicadores-chave, e esta tarefa demonstrou
ser grande o bastante. Os membros da força (incluindo economistas,
cientistas, ambientalistas, assistentes sociais e planejadores do
governo) reuniram seus conhecimentos e debateram diferentes estratégias,
critérios de medição e listas de indicadores.
No início de 1992 já tinham produzido a quarta versão
da lista proposta, que finalmente submeteram à revisão
dos líderes.
1992: Convocação de um painel
comunitário e seleção de indicadores legítimos
Ao receberem o trabalho da Força Tarefa,
o recém-formado Conselho do Seattle Sustentável, escolhido
dentre o grupo inicial de voluntários e representantes cívicos,
decidiu que era necessário algum tipo de envolvimento comunitário
para dar maior legitimidade ao projeto e para destacar a qualidade
dos próprios indicadores. A idéia resultou na formação
do Painel Cívico do Seattle Sustentável, um processo
de convite que visava atrair um amplo espectro de líderes
comunitários e cidadãos ativos para um diálogo
intensivo sobre o significado da sustentabilidade e as melhores
formas de medi-la.
O Seattle Sustentável enviou convites
para 300 pessoas em cargos de responsabilidade do governo, comércio
e uma ampla gama de organizações cívicas. Solicitou
um compromisso de 6 meses, incluindo 4 workshops plenários
e trabalho significativo fora do comitê e com revisão.
Devido à agenda intensa dos convidados, os organizadores
esperavam que talvez 50 deles aceitassem o convite. Ficaram surpresos
ao receber mais de 200 confirmações iniciais. No fim,
150 pessoas participaram do processo, com mais de 100 delas presentes
em cada uma das reuniões plenárias. Os organizadores
interpretaram esse 'indicador' como um sinal de que muitas pessoas
da comunidade estavam preocupadas com o futuro e interessadas na
perspectiva mais sistêmica oferecida pela sustentabilidade.
Os membros do Painel Cívico receberam
inicialmente um pacote incluindo material introdutório sobre
a sustentabilidade, uma relação de material para leitura,
e a 'Versão 4 dos Indicadores Propostos', a lista da Força
Tarefa com 29 itens propostos para medição. Após
uma sessão inicial de orientação e visão
geral, os membros do painel passaram o verão revisando o
documento e preenchendo um formulário de seis páginas
com suas opiniões. Mais uma vez a participação
superou as expectativas, e alguns membros do painel acrescentaram
páginas de notas datilografadas sobre a lista. Os membros
da Força Tarefa resumiram todo esse material na 'Versão
5 dos Indicadores Propostos'.
No outono de 1992, os membros do Painel Cívico
se reuniram em três sessões plenárias e numerosos
subcomitês, dividindo-se em 10 tópicos: consumo de
recursos, educação, economia, transporte, ambiente
natural, saúde, ambiente social, cultura e lazer, população
e participação comunitária. Tendo a Versão
5 como ponto de partida, trabalharam em sessões estruturadas
e mediadas, usando o processo de consenso. Debateram acaloradamente
os critérios de sustentabilidade em cada tópico, e
quais indicadores forneceriam as informações mais
cruciais sobre os sistemas básicos dos quais depende a saúde
da comunidade. Sua meta era recomendar indicadores que atingissem
quatro critérios gerais estabelecidos pelos organizadores.
Os indicadores selecionados teriam que:
- Refletir as tendências fundamentais da saúde
cultural, econômica e ambiental a longo prazo
- Ser estatisticamente mensuráveis, com dados disponíveis
há uma ou duas décadas, de preferência
- Ser atraentes para a mídia local
- Ser compreensíveis para as pessoas comuns
Ainda que esses critérios tenham guiado
a seleção de indicadores, eles demonstraram ser, às
vezes, impossíveis de atingir. Foram feitas concessões
para atingir um consenso. Alguns indicadores que eram tecnicamente
inviáveis, complicados demais para as pessoas comuns, ou
com pouca probabilidade de atrair a atenção da mídia
foram mantidos para fins de política de grupo. Outros que
tinham possibilidade de sustentar dados históricos foram
considerados importantes para serem medidos de imediato. Alguns
grupos (como os que trabalhavam com educação e bem
estar social) atingiram sua meta de recomendar não mais que
cinco indicadores para aprovação final; mas outros
(como os grupos de economia e recursos naturais) somente atingiram
consenso aprovando uma lista maior.
Além disso, ocorreram debates por
várias questões que afetavam a seleção
dos indicadores. Essas questões podem ser resumidas da seguinte
forma:
- Local x Global:
uma questão-chave que emergiu foi a tensão entre questões
locais e globais. Evidentemente, o bem estar de Seattle está
intimamente ligado ao mundo em geral. Sua economia depende do comércio
internacional, e seu bem-estar ambiental é afetado por condições
muito além de suas fronteiras. Alguns dos indicadores de
Seattle deveriam ser, na verdade, medidas globais ou especificamente
ligadas a tendências globais? Após muita discussão,
isto foi considerado impraticável do ponto de vista da pesquisa
e potencialmente confuso para uma campanha educacional local que
visava modificar o comportamento da população. Foi
decidido manter o enfoque local, e até deixar alguns indicadores
que mediam o progresso para maior (ou menor) auto-suficiência
local, especialmente na área de uso de recursos.
- Insumos x Resultados: em termos de
sistema, os indicadores podem medir variáveis de insumos
(como as verbas destinadas para alguns programas) ou resultados
(como os resultados mensuráveis da implementação
daquele programa). Os membros do painel decidiram logo enfocar os
resultados.
- Problemas x Soluções:
os indicadores deveriam destacar as tendências negativas ou
se concentrar nas positivas? A maioria dos membros do painel parecia
crer que uma abordagem otimista, voltada para as soluções,
atrairia mais atenção, e foram feitos esforços
para identificar medidas do progresso em direção aos
resultados desejados. Contudo, foi impossível encontrar essas
medidas na maioria dos casos, o que levou a uma abordagem mista.
Por exemplo, o problema de emissões tóxicas (medidas
pelo Inventário de Emissões Tóxicas da EPA)
foi associado com a solução (menos relacionada) de
aumento do uso de papel reciclado como indicador das tendências
no manejo sustentado de recursos.
No fim, o Painel Cívico recomendou um
total de 99 indicadores. Essa lista - Versão 7 - foi inicialmente
apresentada na reunião final (em novembro de 1992) na forma
de 'leitura dramática', com poemas e histórias relevantes
pontuando a leitura dos indicadores em si. Os membros do painel
empregaram então um sistema simples de votação
para registrar quais eram os indicadores considerados com maior
probabilidade de atrair a imaginação do público.
O 'Salmão Selvagem' foi de longe o mais votado. Finalmente,
os membros do painel pensaram em aplicações dos indicadores
e meios de fazer sua publicidade na mídia.
Uma vez que quase todos concordavam que 99 indicadores
eram demais para o público digerir, o Painel Cívico
concordou em permitir que uma revisão técnica enxugasse
a lista para um número mais fácil de administrar.
Este grupo, formado por membros da Força Tarefa dos Indicadores
originais e vários membros do Painel Cívico, reuniu-se
várias vezes no inverno de 1992-93, eliminando os indicadores
que eram impossíveis de medir ou de difícil compreensão
pelos leigos, dando atenção aos resultados da votação
de preferência da reunião final do Painel Cívico.
Fizeram o possível para interpretar as intenções
do Painel ao desenvolver um conjunto de medidas tecnicamente sólidas.
O resultado foi uma lista final de 40 indicadores:
Resumo dos indicadores de comunidade sustentável
do Seattle Sustentável
Meio ambiente:
- Volta dos salmões para desova nos rios da Comarca de
King (indicador da qualidade da água, saúde ambiental
e biodiversidade como um todo: em queda vertiginosa)
- Saúde de áreas inundadas (medida pela qualidade
da água, flutuação do nível da água
e saúde dos anfíbios: todos em queda)
- Biodiversidade (medida pela diversidade de anfíbios e plantas
nos banhados da Comarca de King: em queda)
- Erosão do solo (medida pela turbidez dos cursos de água
na Comarca de King: em ascensão)
- Porcentagem das ruas de Seattle que atingem critérios de
'atenção ao pedestre' (indicador da qualidade do meio
ambiente urbano: dados insuficientes para determinar a tendência)
- Superfície impermeabilizada na cidade de Seattle (relacionada
ao escorrimento da água de superfície e problemas
de qualidade da água: dados insuficientes para determinar
a tendência)
- Qualidade do ar (medida de acordo com as Normas da EPA para Poluentes:
em alta desde 1980)
- Áreas abertas (levantamentos das áreas acessíveis
em comparação com as metas do planejamento urbano;
os níveis atuais estão abaixo dos níveis desejados,
e não há dados suficientes para determinar a tendência)
População e Recursos:
- Taxa de crescimento populacional (em queda do atual nível
de 0,8%)
- Consumo residencial de água (per capita está em
queda, geral ainda em alta)
- Geração e reciclagem de resíduos sólidos
(a geração per capita continua em alta, mas a reciclagem
per capita está aumentando em ritmo mais acelerado)
- Prevenção da poluição e uso de recursos
renováveis (a emissão de tóxicos medida pelo
Inventário de Emissões Tóxicas da EPA está
em baixa; o uso de produtos de papel reciclado está em alta)
- Área agrícola na Comarca de King (em baixa)
- Quilometragem e consumo de combustível por veículo
(estável, após vinte anos de alta constante
- Uso de energia renovável e não-renovável
(medida da sustentabilidade energética a longo prazo: dependência
da energia não-renovável em alta)
Economia:
- Porcentagem de emprego concentrado nos dez maiores empregadores
(indicador negativo da diversidade e flexibilidade econômica;
em baixa)
- Desemprego real (atualmente em baixa, seguindo os ciclos comerciais
tradicionais, mas os empregos estão distribuídos desigualmente)
- Distribuição da renda pessoal (indicador da equidade
econômica; distância entre ricos e pobres está
aumentando, e a classe média está perdendo terreno)
- Despesas com assistência médica (selecionado por
causa de sua visível urgência e impacto potencial sobre
a viabilidade econômica: em alta rápida)
- Horas de trabalho pelo salário médio da Comarca
de King necessárias para atender as necessidades mais básicas
de vida (medida do poder aquisitivo: sem alterações
desde 1982)
- Recursos para habitação (em alta para quem compra
a casa própria; em baixa para os inquilinos de baixa renda)
- Crianças vivendo na pobreza (indicador negativo da saúde
social e equidade social: em alta)
- Uso de sala de emergência para outros fins (indicador negativo
do acesso à assistência médica: em alta)
- Capital comunitário (recursos disponíveis para o
desenvolvimento econômico local, medido pelos depósitos
em bancos locais: em queda)
Juventude e Educação:
- Adultos alfabetizados (indicador de capacidade intelectual social;
dados históricos insuficientes para determinar tendência)
- Conclusão do segundo grau (medida básica do sucesso
educacional; dados insuficientes para determinar tendências
a longo prazo)
- Diversidade étnica dos professores (medida de equidade:
atualmente equivalente à diversidade da população
adulta, mas não da dos alunos, e dados insuficientes para
determinar tendências a longo prazo)
- Educação artística (medida do investimento
educacional no raciocínio criativo: não há
disponibilidade de dados)
- Envolvimento voluntário nas escolas (medida do investimento
da comunidade no bem estar da próxima geração:
dados insuficientes para determinar tendências)
- Delinqüência juvenil (indicador negativo da segurança
pública atual e futura: em alta)
- Jovens envolvidos em serviços comunitários (indicador
positivo da cidadania atual e futura: não há disponibilidade
de dados)
Saúde e Comunidade:
- Eqüidade na justiça (indicador básico de eqüidade,
medido pelas diferenças no tratamento judicial de delinqüentes
juvenis de diferentes etnias: dados insuficientes para determinar
uma tendência, mas existem marcantes desigualdades)
- Recém-nascidos de baixo peso (importante indicador negativo
de futuros problemas sociais: finalmente estabilizado, depois de
anos em alta, principalmente entre grupos menos favorecidos)
- Taxa de hospitalização infantil por asma (indicador
relacionado à pobreza e qualidade ambiental local: em alta
rápida)
- Participação dos eleitores nas eleições
primárias (indicador da cidadania comunitária: atualmente
em alta, após anos de declínio)
- Utilização da biblioteca e centro comunitário
(indicador positivo do desenvolvimento comunitário saudável:
em alta)
- Participação pública nas artes (medida da
vitalidade cultural: os níveis são elevados, mas os
dados são insuficientes para determinar tendências)
- Atividade de jardinagem (medida da ligação entre
as pessoas e o meio ambiente: os níveis são elevados,
mas os dados são insuficientes para determinar tendências)
- Boa vizinhança (medida da vitalidade e flexibilidade da
comunidade, medida por levantamentos de relatos de interações
com vizinhos: os níveis são elevados, mas os dados
são insuficientes para determinar tendências)
- Qualidade de vida perceptível (medida da felicidade pessoal,
avaliada por levantamentos da sensação individual
de bem-estar das pessoas: os níveis são elevados,
mas os entrevistados esperam que permaneçam elevados ou até
melhorem).
Fonte: 'Indicadores de Comunidade Sustentável'
1995. Seattle Sustentável, 1995. O trabalho completo pode
ser adquirido do Seattle Sustentável, 909 4th Avenue, 6th
floor. Seattle, WA 98104. Tel.: (206) 382 5013 e 5012.
1993: Pesquisa e publicação
preliminar
Uma vez definidos os indicadores, os membros
da Força Tarefa começaram imediatamente a pesquisá-los.
A intenção era estabelecer tendências a longo
prazo, com dados de 10 ou 20 anos, sempre que disponíveis.
Quanto aos indicadores que jamais haviam sido medidos, o Seattle
Sustentável criou uma linha básica para o futuro.
Logo ficou evidente que a disponibilidade de dados era freqüentemente
limitada, portanto, um subgrupo inicial de 20 indicadores foi selecionado
para publicação inicial, baseado na possibilidade
de encontrar dados confiáveis. Mesmo esses demonstraram ser
difíceis de pesquisar: os voluntários do Seattle Sustentável
se debruçaram sobre pilhas de documentos públicos
e bancos de dados, e contactaram dezenas de autoridades do governo
local, estadual e nacional para buscar os melhores números
disponíveis.
A disponibilidade (ou falta) de dados forçou
outras mudanças na própria lista de indicadores. Cada
mudança tinha que ser ponderada em relação
às intenções originais do Painel Cívico,
que às vezes tinha identificado questões sociais,
econômicas e ambientais que queria medir, mas não a
definição técnica do indicador. 'Sem-teto',
por exemplo, foi mudado pelo processo de pesquisa para 'Recursos
para Habitação', que os peritos disseram ser uma fonte
mais confiável de dados, bem como um indicador melhor das
condições que levavam a não ter onde morar;
'Salmão Selvagem' foi restringido à piracema do salmão
em dois rios específicos que refletiam o sistema Puget Sound
como um todo. Ajustes técnicos similares foram feitos em
praticamente todos os indicadores, mas os desejos do Painel Cívico
permaneceram a estrela guia de cada uma dessas decisões.
Alguns indicadores tiveram que ser abandonados
por falta de dados, mas outros foram considerados importantes demais
para abandonar, ainda que a pesquisa não pudesse produzir
informações confiáveis. Por exemplo, não
havia praticamente nenhum acompanhamento dos jovens envolvidos em
serviço comunitário ou das horas gastas em educação
artística nas escolas, mas esses indicadores foram mantidos
porque o Painel Cívico os considerou essenciais para a saúde
da próxima geração. Os membros do Seattle Sustentável
acreditavam que, informando esses indicadores e comentando que não
havia dados, os órgãos públicos e privados
seriam incentivados a acompanhar essas informações.
Questões-chave relativas a relatórios
também foram acertadas nesse período, como por exemplo,
se os indicadores deveriam ser agrupados em um número único
de 'Índice de Sustentabilidade'. A resposta do grupo foi
não, porque mascararia a complexidade sistêmica que
o projeto tentava destacar, e porque a determinação
de pesos relativos para os indicadores seria, na melhor das hipóteses,
difícil. Outra questão-chave era se deveriam ser determinados
marcos ou 'níveis de sustentabilidade' para avaliar os indicadores.
Novamente a resposta foi não, porque esses níveis
muitas vezes eram impossíveis de determinar. Por exemplo,
como se poderia calcular um nível 'sustentável' de
pobreza infantil ou consumo de combustíveis fósseis?
A questão de determinação de metas e marcos
foi portanto deixada para futura apreciação.
Em vez disso, a decisão final foi que
a direção da sustentabilidade de cada indicador seria
determinada, e a tendência seria avaliada em termos daquela
direção. Por exemplo, diminuição da
piracema de salmão, maior pobreza infantil e maiores distâncias
na distribuição de renda seriam consideradas tendências
em direção oposta à sustentabilidade (e alarmantes,
por sinal), porque ameaçam a saúde da comunidade a
longo prazo. Melhorias na qualidade do ar, redução
do consumo de água per capita, e maior diversidade da base
de empregos seriam todas consideradas tendências em direção
à sustentabilidade. Uma das principais metas do relatório
de indicadores era apresentar essas tendências gerais de forma
que rapidamente comunicassem a situação da cidade
e a direção de sua mudança, sem mascarar a
complexidade do sistema do qual depende sua saúde. Os organizadores
usaram a imagem de um painel de instrumentos no qual o estado geral
era visível à primeira olhada, mas no qual também
ainda eram oferecidas avaliações detalhadas para quem
as desejasse.
Talvez o indicador mais difícil de avaliar
tenha sido o crescimento populacional. Não houve consenso
no grupo, com sua diversidade de representação, quanto
a se o crescimento populacional era inerentemente insustentável.
As pessoas da comunidade de negócios achavam que um certo
crescimento era saudável e necessário, e ficaram inamovíveis
diante dos argumentos de capacidade de sustentação.
Os participantes de grupos ambientais achavam que qualquer crescimento
era simplesmente um ônus maior sobre um ecossistema já
fragilizado. Alguns achavam que a população deveria
ter uma categoria própria, como um tipo de 'meta-indicador'
com o qual todos os outros seriam comparados. Finalmente, chegou-se
a um acordo: todos concordavam que as taxas de crescimento eram
elevadas demais para permitir planejamento efetivo por parte das
autoridades, e que sobrecarregava tanto para o sistema antrópico
quanto o natural. Portanto, o índice de crescimento populacional
até 1993 foi considerado insustentável.
Os organizadores esperavam que os indicadores
fossem rapidamente aceitos como importantes instrumentos pelos legisladores
e cidadãos, porque destacariam as tendências a longo
prazo, a conexão entre as tendências, e as prioridades
de ação. Mas quando a pesquisa foi concluída
e os 'Indicadores de Comunidade Sustentável 1993' foram finalmente
publicados (2), sua recepção inicial foi contraditória.
Os jornais locais não deram cobertura. As rádios,
por outro lado, deram ampla cobertura, convidando os organizadores
do Seattle Sustentável para apresentações com
perguntas por telefone. Algumas autoridades locais os promoveram
como um adendo quase oficial ao processo abrangente de planejamento
municipal então em andamento (inclusive dando ao Plano Municipal
Abrangente oficial o nome de 'Para uma Seattle Sustentável'),
mas outras pessoas no governo deram pouca atenção.
Os indicadores se tornaram bastante conhecidos nos círculos
de planejamento, mas a maioria dos cidadãos - a quem o relatório
se dirigia em primeiro lugar - nunca ouviram falar dele. Ironicamente,
o trabalho do grupo ficou muito mais conhecido fora de Seattle.
1994: Divulgação internacional
e continuação da pesquisa
Os organizadores do Seattle Sustentável
passaram a maior parte de 1994 promovendo e distribuindo os indicadores
não só ao redor de Seattle como ao redor do mundo.
Inesperadamente, os indicadores começaram a ser vistos como
uma ação-modelo, e cidades e grupos cívicos
desde a Europa até Taiwan expressaram interesse em adaptá-los.
O relatório de 1993 foi apresentado ao Conselho de Desenvolvimento
Sustentável da Presidência dos EUA, Fórum Global
em Manchester (reunião de acompanhamento da Eco-92), Comissão
Européia, fóruns internacionais desde a Hungria até
a Argentina, e em muitas cidades americanas. O grupo distribuiu
2.500 cópias do relatório para faculdades, órgãos
governamentais, pessoas físicas e jurídicas em todo
o mundo.
Uma das razões do sucesso do relatório
foi seu enfoque nos elos entre os vários indicadores e o
sistema que medem. Muitas pessoas citaram o exemplo de elo entre
o salmão selvagem e a pobreza infantil: as crianças
pobres têm mais probabilidade de entrar para a criminalidade,
criando ruas perigosas, levando as pessoas a andarem mais de carro
do que a pé ou de bicicleta (ou a se mudarem para os subúrbios),
levando a um maior aumento da poluição não
pontual nos rios locais, matando o salmão. Ainda que estejam
longe de ser uma ciência exata, essas descrições
de elos podem ajudar os cidadãos, urbanistas e tomadores
de decisão a manter o 'quadro maior' em mente ao enfrentarem
importantes decisões de política, contribuindo pelo
menos para uma compreensão intuitiva de sistemas, retroalimentação,
e conseqüências indesejadas.
Enquanto isso, os voluntários se preparavam
para pesquisar os 20 indicadores remanescentes, muitos dos quais
nunca haviam sido pesquisados antes. O Seattle Sustentável
designou uma empresa local de pesquisas para estudar tendências
mais subjetivas, como a percepção da qualidade de
vida ou da 'boa vizinhança' dos cidadãos da área
de Seattle. Enviou estagiários universitários a bibliotecas
para realizar buscas na literatura sobre biodiversidade e produção
de alimento. Os voluntários novamente se debruçaram
sobre os números, e outra vez alguns indicadores selecionados
pelo Painel Cívico tiveram que ser alterados por falta de
dados significativos (como a quantidade de alimento de Seattle realmente
cultivado no Estado de Washington, impossível de determinar
devido à complexidade do comércio agrícola
e transporte). Outros foram acrescentados com base em sua clara
afinidade com as intenções do Painel Cívico
(como a asma infantil, ligada à qualidade do ar em ambientes
fechados e pobreza infantil).
Mas o progresso foi muito mais lento do que o
esperado, por três razões: primeira, o segundo grupo
de 20 indicadores era muito mais difícil de pesquisar, e
levantava questões muito mais difíceis em termos de
disponibilidade, confiabilidade e interpretação de
dados. Segunda, e mais importante, a estrutura do grupo, baseada
em voluntários, começou a mostrar sinais de esgotamento.
Os líderes do projeto também eram profissionais com
agendas cada vez mais cheias, e a maior dificuldade da pesquisa
dos indicadores exigiu o máximo de suas capacidades. Finalmente,
o grupo se sentia pressionado a atingir e exceder o padrão
de qualidade que havia estabelecido em seu relatório de 1993,
acrescentando mais um desafio à tarefa.
1995: Publicação do relatório
completo
Vários atrasos se seguiram, e finalmente
o relatório foi publicado quase um ano depois da data prevista
originalmente. Contudo, os atrasos podem ter atuado em favor do
grupo. Quando os 'Indicadores de Comunidade Sustentável 1995'
foram publicados, em novembro (3), o ano extra tinha permitido ao
grupo desenvolver relações mais fortes com a prefeitura
e a mídia. O Prefeito e o Presidente da Câmara de Vereadores
de Seattle fizeram declarações à imprensa extremamente
favoráveis ao projeto. O resultado foi que o lançamento
da publicação foi notícia de primeira página
em um diário, e recebeu cobertura exclusiva na primeira página
do caderno de notícias locais em outro. Também recebeu
destacada cobertura no principal jornal comercial diário.
Finalmente, após quase 5 anos de trabalho
constante de legiões de voluntários (e, em 1995, de
dois funcionários em meio período), o Seattle Sustentável
atingiu sua meta de levar um conjunto completo de indicadores à
atenção do público. Tinha superado inúmeras
barreiras, incluindo a necessidade de (1) criar confiança
entre os diversos participantes, (2) estabelecer credibilidade e
legitimidade aos olhos dos tomadores de decisão e da mídia,
(3) mobilizar e manter voluntários altamente qualificados,
(4) incluir a participação criativa de centenas de
cidadãos, e (5) enfrentar o desafio técnico de encontrar
e apresentar dados de 40 tendências de longo prazo. Mas desde
o início, a produção do relatório dos
indicadores - atualmente previsto para ser atualizado a cada 2 ou
3 anos - foi apenas o primeiro passo em uma estratégia a
longo prazo para criar uma cidade mais sustentável. O trabalho
real do grupo acabava de começar.
O processo: resumo das lições
aprendidas
A manutenção de uma ação voluntária
dessa magnitude e complexidade não é fácil,
e vários fatores contribuíram para o sucesso final
do grupo:
Base administrativa
Enquanto a ação dos indicadores foi quase toda voluntária,
o Seattle Sustentável teve a sorte de ter várias empresas,
organizações e instituições que forneceram
apoio em espécie desde o início. Destaca-se da Metrocenter
YMCA (Associação Cristã de Moços), um
ramo de serviço comunitário da YMCA do centro, que
forneceu um escritório e área de reuniões (e
onde agora estão empregados os funcionários). Várias
empresas de consultoria, fundações, instituições
sem fins lucrativos e órgãos governamentais locais
também contribuíram significativamente.
Momento certo
A primeira reunião do Painel Cívico coincidiu quase
que exatamente com a convocação para a Eco 92 no Rio
de Janeiro, e o Seattle Sustentável programou suas atividades
para pegar a nova onda de atenção da mídia
e interesse público pelo desenvolvimento sustentável.
O desenvolvimento paralelo do Plano Municipal Abrangente também
facilitou o relacionamento com autoridades municipais, que viram
o valor de apoiar este esforço não governamental porque
tinha metas complementares.
Mediadores habilidosos
Vários dos principais organizadores eram mediadores profissionais,
com anos de experiência no projeto de processos colaborativos
e em questões relacionadas à sustentabilidade. Seu
comprometimento com o projeto a longo prazo permitiu a continuidade
da liderança e ajudou a criar uma cultura organizacional
abrangente e participativa, assegurando que as reuniões fossem
bem organizadas e produtivas.
Ainda assim, houve muitos obstáculos que,
em retrospecto, poderiam ter sido superados com mais habilidade.
A situação inteiramente voluntária do grupo,
ainda que desse legitimidade de base, tornou o trabalho consideravelmente
mais lento. A possibilidade de cidadãos voluntários
assumirem algo tão técnico era de difícil aceitação
por muitos acadêmicos, jornalistas e profissionais locais
(a menos que também estivessem participando como voluntários).
O enfoque no 'grande quadro' da sustentabilidade abrangente a longo
prazo no início afastou grupos que enfocavam questões
únicas, como a qualidade da água ou desenvolvimento
de pequenas empresas. Mas esses obstáculos foram em grande
parte superados, conforme prova a conclusão do relatório
e sua crescente aceitação na comunidade.
Além dos pontos específicos
descritos neste artigo, várias conclusões gerais podem
ser tiradas do processo do Seattle Sustentável e da experiência
de projetos de indicadores em geral:
- Os indicadores podem oferecer um terreno comum para o desenvolvimento
de relações comunitárias, consenso e compreensão
da sustentabilidade
- Deve ser dada atenção especial ao equilíbrio
dos interesses ambientais, econômicos e sociais no desenvolvimento
de indicadores de sustentabilidade comunitária
- A seleção dos indicadores deve equilibrar as exigências
de sofisticação técnica e a capacidade do público
de entender e responder às informações
- Ainda que a disponibilidade de dados vá necessariamente
afetar a seleção e desenvolvimento de indicadores,
não deve ser o fator decisivo. A falta de disponibilidade
de dados sobre uma questão importante de sustentabilidade
é, em si, um indicador de que a questão não
está recebendo atenção suficiente
- Os principais indicadores de sustentabilidade nem sempre têm
elos imediatos e claros com as atuais questões de políticas.
Essas questões devem influenciar a seleção,
mas aqui também não devem ser o fator decisivo quando
a sustentabilidade a longo prazo for o foco.
- Obter a atenção da mídia para indicadores
de sustentabilidade é um desafio que requer muita persistência.
Os repórteres e conselhos editoriais devem ser educados quanto
ao valor da abordagem e persuadidos a dar a merecida atenção
a questões complicadas de longo prazo. A fórmula mais
eficiente com freqüência é combinar o destaque
de tendências negativas urgentes com o encorajamento de histórias
de sucesso
O próximo desafio: ação
para a sustentabilidade
Os Indicadores do Seattle Sustentável
pintam um quadro vívido de uma cidade em que a qualidade
de vida é celebrada e a maioria das pessoas se sente bem
em relação a suas perspectivas individuais - mas onde
muitas das coisas que fazem parte da sustentabilidade estão
desaparecendo. Das 40 tendências examinadas, desde a qualidade
do ar até a biodiversidade, uso de energia e participação
pública nas artes, somente oito estão levando a cidade
na direção da saúde a longo prazo. Quatorze
estão levando a cidade na direção errada, freqüentemente
a uma velocidade alarmante. Os 18 indicadores restantes não
sofreram alteração ou ainda não têm dados
suficientes para mostrar uma tendência discernível
- mas metade deles atualmente está em níveis que o
grupo considera intoleráveis a longo prazo.
As boas notícias são encorajadoras.
A qualidade do ar, de acordo com algumas medidas, está melhorando
constantemente, graças à regulamentação
efetiva. A economia está razoavelmente saudável em
termos convencionais. As pessoas, de modo geral, apreciam a vida
que levam nas margens do Puget Sound, e mostram maior consciência
da responsabilidade por seus crescentes índices de reciclagem,
decrescente emissão de tóxicos, maior uso de papel
reciclado e consumo de água per capita em queda (ainda que
o uso geral de água esteja aumentando devido ao crescimento
populacional).
Mas o salmão selvagem está desaparecendo
rapidamente, assim como os banhados, áreas agrícolas
e a biodiversidade. O uso de combustíveis fósseis
- uma fonte não sustentável de energia que leva ao
aquecimento global - está aumentando, e não diminuindo.
Mais crianças nascem pobres. E uma medida bastante básica
do sucesso educacional - conclusão do segundo grau - não
está sendo sequer medida efetivamente pelos administradores
das escolas locais. Os cidadãos de hoje podem estar gozando
'a boa vida', mas se as atuais tendências continuarem, seus
filhos herdarão um ambiente seriamente degradado, uma economia
mais frágil e um sistema social gravemente sobrecarregado.
Será que um relatório como esse
pode fazer diferença? Só o tempo vai dizer. Mas o
fato de ser um relatório de cidadãos, e não
do governo, melhora as chances. Apesar de todas as dificuldades
e atrasos causados por levar avante este sofisticado projeto com
voluntários e processos participativos (em vez de uma equipe
de profissionais governamentais remunerados), os resultados a longo
prazo podem muito bem valer a pena. Os Indicadores do Seattle Sustentável
representam o trabalho de centenas de pessoas, que agora conhecem
intimamente a sustentabilidade. Estão agora disseminando
esse conhecimento em seus lares, escolas e locais de trabalho. Seus
cinco anos de trabalho representam um investimento notável
no futuro da comunidade. Muitos agora estão transferindo
sua atuação para novos projetos destinados a levar
os indicadores para a direção certa. Esses voluntários
demonstraram com suas ações que não vão
esperar que o governo responda; ao contrário, vão
responsabilizar o governo, os cidadãos e a si próprios
por garantir da saúde da cidade a longo prazo.
Em suma, os voluntários do Seattle Sustentável
assegurarão que os indicadores não vão ficar
sendo um exercício abstrato ou em relatório em uma
prateleira. São uma inspiração para os cidadãos
de hoje, e um legado duradouro para as futuras gerações.
1 Word Commission on Environment and Development.
1982. Our Common
Future, Oxford University Press, 1982 p. 8
2 Sustainable Seattle, 1993. Indicators
of Sustainable Community 1993.(esgotado)
3 Sustainable Seattle, 1993. Indicators
of Sustainable Community 1995.
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