O processo da Agenda 21 Catarinense foi iniciado no dia 5 de junho de 2000 através de um Protocolo de Intenções, assinado pelo Governo do Estado, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal de Santa Catarina, a Associação Brasileira dos Engenheiros Sanitaristas, o Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa Brasileira e o Instituto Larus, entre outros representantes da sociedade civil organizada.

Após longo período de divulgação do processo, marcado por uma reunião com organizações não-governamentais, três reuniões preparatórias - um grande evento sobre ciência, tecnologia e inovação; uma reunião sobre questões sociais e um encontro de parceiros da educação - em dezembro de 2001 - já com a Comissão Executiva composta de 34 instituições e o processo contando com a participação de mais de 250 representantes da sociedade organizada catarinense - foi feito o lançamento do Projeto de Elaboração da Agenda 21 Catarinense.

De fevereiro a julho de 2002, a Comissão Executiva Ampliada realizou Seminários Regionais, nas 10 Regiões Hidrográficas do Estado, reunindo mais de 1.200 pessoas. Estes seminários produziram 1.615 propostas sobre 27 Assuntos de interesse da sociedade. Em outubro de 2002, foi realizado o 1º Seminário Estadual, reunindo 171 pessoas, em Florianópolis, ocasião em que foi aprovado o Documento Preliminar da Agenda 21 Catarinense, contendo a síntese dos 10 seminários realizados anteriormente.

O Documento Preliminar será impresso e distribuído, via correio, a toda sociedade organizada do Estado, visando receber avaliações, contribuições e críticas finais.

Em Santa Catarina, a sociedade através do processo de elaboração da Agenda 21 Catarinense mostrou desejo de discutir a educação em todos os seus níveis e novas fórmulas para o seu desenvolvimento. Na questão ambiental, expressou-se a idéia de que não se pode mais tratar o meio ambiente separado das outras questões como pobreza, saúde, educação e informação.

Tornou-se consenso entre os mais de 2.000 participantes do processo de elaboração da Agenda 21 Catarinense que nenhuma ação se sustenta enquanto isolada, como objetivo de um só segmento social. Também, que as privações de liberdades básicas de comer, de saber, de saúde, de informação e de justiça, devem ser atacadas por políticas públicas que conciliem as forças do mercado com as de incentivos e de promoção da plena cidadania dos catarinenses.