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Os impactos do ser humano no ambiente físico,
social e econômico são complexos e de longo alcance.
Os problemas e preocupações identificados anteriormente
só podem ser resolvidos através de uma abordagem interdisciplinar,
e como a eficiência de um Plano de Ação depende
completamente das estruturas existentes para implementá-lo,
é preciso garantir que estas estruturas apoiarão as
parcerias da comunidade, com representação ativa de
todos os principais grupos.
Além disso, é essencial assegurar
que os planos das autoridades locais são consistentes com
os objetivos do Plano de Ação. Caso contrário,
as políticas públicas podem estar em oposição
ao processo de desenvolvimento sustentável. Isto significa
que a autoridade local tem que permitir que o Plano de Ação
para o desenvolvimento sustentável guie suas decisões
fundamentais, tais como alocação de recursos, planos
de desenvolvimento, planos de uso do solo etc.
A autoridade local também deve estabelecer
procedimentos e diretrizes para seu pessoal, para que possam integrar
as metas do Plano de Ação em seu próprio campo
de trabalho. Por exemplo, para reforçar um ponto prévio,
não adianta nada dizer às pessoas que estão
usando muito seus carros particulares, se ao mesmo tempo a autoridade
local estiver reduzindo a provisão de transporte público
e oferecendo estacionamento gratuito para seus funcionários.
A documentação das ações
empreendidas, tanto pelos parceiros quanto pelo município
ajuda a continuidade do processo quando há mudanças
políticas. É importante que sejam estabelecidos mecanismos
de relatoria sobre o progresso e o desempenho de todos os parceiros,
além de um sistema pelo qual todos os principais parceiros
se reportem entre si sobre as ações empreendidas.

Sempre que possível, é melhor
começar com o componente que interessa mais à comunidade
e que dê resultados visíveis logo no princípio
- esperar muito desmobiliza as pessoas.
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